sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Imprimir mais dinheiro é a solução para as crises econômicas?

Nessa crise que o Brasil passa por causa do PT, digo da crise mundial, puff!, muita gente já deve ter pensado, imaginado, suposto, ou até idealizado a seguinte questão: Se o país, ou o banco central / casa da moeda, imprimir, fabricar ou criar mais dinheiro o governo vai ter mais dinheiro, e consequentemente o país vai ficar rico! E assim conserta todos os problemas que o país passa!
(Se você estuda economia ou já estudou sobre o assunto, talvez não tenha pensado nisso. Então ignore, pois esse texto é para os leigos).
Bem, parece algo util que poderia dar certo, afinal iamos ter muito dinheiro solto pelo país, e o governo seria rico, poderia pagar mais, criar mais empregos, aumentar salários, fazer mais obras e tudo mais. Mas não é bem assim...

Imprimir ou fabricar mais dinheiro, cédulas e moedas, não é solução para as crises financeiras e econômicas, e falta de recursos, que atinge o país.
Isso não funciona, mas em 1955, o então presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, achou também uma boa idéia: emitiu mais papel-moeda para ajudar a financiar seu projeto de fazer o Brasil avançar 50 anos em cinco. Construiu Brasília e deixou uma bela inflação para seu sucessor, Janio Quadros.



É uma tentação, né? Afinal, cada nota de 1 real custa só nove centavos para ser produzida...
Bem, teoricamente, até daria para o governo tentar essa manobra - isso se os burocratas conseguissem enganar o mercado financeiro e o Congresso Nacional, que possuem instrumentos para descobrir quando o governo está imprimindo dinheiro "do nada". Mas, no final das contas, fabricar mais moedas seria um problema, não uma solução.
A razão é simples: o excesso de dinheiro em circulação elevaria os preços das mercadorias e detonaria o equilíbrio da economia. Em outras palavras, sair criando dindim, grana, bufunfa, gera a famosa inflação, a inimiga número 1 de dez entre dez economistas. "Se o segredo fosse só imprimir moeda, não haveria países pobres", diz o economista Carlos Alberto Ramos, da Universidade de Brasília (UnB).
Na economia, é necessário que a balança da produção de bens de um país e a quantidade de dinheiro fique sempre equilibrada. Uma economia saudável cresce porque o volume de mercadorias fabricadas e a quantidade de dinheiro aumentam juntos. Agora, se o governo resolve fabricar mais moeda enquanto a produção permanece a mesma, os preços sobem!

Um exemplo simples ajuda a entender essa relação: suponhamos que uma TV de LED 42 polegadas custasse 1000 reais e que cada trabalhador receba uma ajuda também de 1000 reais para comprá-la. Se o governo resolver dobrar o valor da ajuda - imprimindo mais grana, por exemplo -, esse montão de dinheiro novo na praça poderia até impulsionar a economia, mas só por um curto prazo. Logo depois, os comerciantes percebem que o povão está com mais dinheiro e aumentam o preço dos seus produtos. "As pessoas até podem ser enganadas por um tempo com esse truque. Mas, se ele for repetido, logo se percebe que o aquecimento da economia é artificial", afirma o também economista Marcelo Moura, da faculdade Ibmec de São Paulo. Por causa disso, hoje em dia a Casa da Moeda acaba imprimindo dinheiro mais para substituir as notas velhas e rasgadas que para injetar grana extra no mercado. Mesmo assim, é um volume considerável de dinheiro que vai para a rua todo ano: em 2003, 964 milhões de cédulas foram destruídas e trocadas por outras novinhas.

A famosa crise de 1929, conhecida por crise de 29 ou a grande depressão, foi um pouco parecido com essa situação de ter muito dinheiro circulando, e as industria e comercio crescendo, até que, POW! Não tinha mas pra quem vender, e com isso ficou produtos sem ninguém querer comprar e assim parando produções e vendas, e aumentando o desemprego pelo fechamento das industrias e empresas. No caso dos EUA na crise de 29, foi algo mais mundial, pois os países europeus começaram a se re-erguer do pós guerra, e com isso pararam de consumir dos EUA e o mercado interno não suportou o acumulo de produto e a diminuição das compras (a famosa lei da oferta e demanda).

Um exemplo brasileiro foi o que já passamos desde JK em 1950, até o governo de FHC, onde nossa inflação era altíssima, e tivemos que trocar varias vezes de moedas, os famoso cruzeiros, cruzados, etc, até chegar ao Real, para podermos, enfim, diminuir drasticamente a inflação. Após o Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, nossa inflação foi sendo controlada, até os dias atuais, em que a presidente Dilma está perdendo um pouco o controle.
E que fique já de aviso para ela, nada de pagar as dividas, bolsa família, ou tapar buraca das corrupções produzindo mais dinheiro, isso só vai piorar a situação.