E aí, Fiéis leitores! (alguem ainda ler textos em sites/blogs, depois da popularização do TikTok, Kwai e das IA?) Preparados para entender como os números da economia impactam diretamente o seu dia a dia, seu trabalho e suas finanças? Esta semana, de 23 a 27 de fevereiro de 2026, é daquelas que a gente precisa ficar de olho. Indicadores cruciais de inflação e emprego, tanto no Brasil quanto lá fora, vão ditar o ritmo do mercado e influenciar as decisões que afetam seu poder de compra e suas oportunidades.
IPCA-15 no Brasil: O Termômetro da Inflação Acende um Alerta?
Na sexta-feira (27/02), o IBGE libera o IPCA-15, a prévia da inflação oficial. E a expectativa não é das mais animadoras: analistas projetam uma alta de 0,56% em fevereiro, um salto considerável em relação aos meses anteriores. Mas o que está por trás disso?
- Serviços em Disparada: O grande vilão são os reajustes anuais, especialmente na educação, que deve subir 5,36% por motivos sazonais.
- Moradia e Combustível: O grupo Habitação deve voltar a subir, e a gasolina projeta uma leve alta, contribuindo para a pressão.
- Alívio Parcial: Por outro lado, as passagens aéreas continuam em deflação e a energia elétrica deve cair, ajudando a segurar um pouco a barra.
Por que isso importa tanto? O IPCA-15 é um sinalizador chave para o Banco Central. Com a taxa Selic em 15% ao ano, o Copom já sinalizou cortes em março. Mas se a inflação de serviços, que reflete uma economia aquecida demais, persistir alta, pode complicar o cenário. A maioria do mercado ainda aposta em um corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março, mas esses números podem pesar na balança.
Lembre-se: em janeiro, o IPCA-15 veio mais brando (0,20%), e o acumulado em 12 meses (4,50%) bateu exatamente no teto da meta do BC. Agora, a bola da vez é fevereiro.
Caged: O Raio-X do Mercado de Trabalho
Também na sexta-feira (27/02), teremos os dados do Caged de janeiro, que nos mostrarão a quantas anda a geração de empregos formais no Brasil. A projeção é de criação de 84 mil vagas, o que seria um bom sinal de recuperação.
Mas precisamos ficar atentos: em 2025, o Brasil criou 1,27 milhão de vagas, o pior resultado desde 2020. Dezembro de 2025, inclusive, fechou com saldo negativo de 618 mil postos. Apesar desses números, o ano passado teve a menor taxa de desocupação desde 2012 (5,1% em dezembro) e o maior número de trabalhadores com carteira assinada (38,9 milhões), com o setor de serviços liderando a criação de empregos.
Um mercado de trabalho aquecido, com baixa taxa de desemprego e salários em alta, é ótimo para você, mas pode ser um desafio para a inflação, especialmente nos serviços. Isso porque, com mais dinheiro no bolso, as pessoas consomem mais, e os preços podem subir. O Banco Central fica de olho para garantir que a inflação não se distancie da meta de 3% ao ano.
O Tio Sam no Radar: Inflação Lá Fora e o Impacto Aqui
Não é só o Brasil que importa! Nos Estados Unidos, a sexta-feira (27/02) traz o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de janeiro, um indicador importante para as expectativas de inflação e para as decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
- O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de janeiro nos EUA já subiu 2,4% em 12 meses.
- O PCE (Índice de Despesas de Consumo Pessoal), o preferido do Fed, avançou 0,4% em dezembro, com o núcleo subindo 3% em 12 meses. Para janeiro, a estimativa é de um avanço anual de 3,1%.
Com a inflação ainda acima da meta, o Fed tem mantido uma política monetária "restritiva" e deve segurar os juros por mais tempo. Isso significa que o dólar pode continuar forte e os investimentos globais podem ficar mais cautelosos, impactando também o Brasil.
E tem mais: o ex-presidente Donald Trump, em uma possível corrida eleitoral, já fala em aumentar a tarifa global de 10% para 15%. Novas políticas tarifárias nos EUA podem gerar ondas de impacto nos preços e no comércio mundial, afetando diretamente a sua vida e os produtos que você consome.
Outros Destaques da Semana no Brasil (23 a 27 de fevereiro):
- Segunda-feira (23/02): Tivemos o IPC-S semanal e a Sondagem do Consumidor da FGV. O Relatório Focus do Banco Central trouxe projeções de IPCA 2026 caindo para 3,91%, dólar para R$5,45 e Selic para 12,13%.
- Terça-feira (24/02): A agenda contou com a Sondagem Industrial da CNI, INCC-M e Sondagem da Construção da FGV. O Banco Central divulgou o déficit de US$ 7,3 bilhões em janeiro para o setor externo.
- Quarta-feira (25/02): Fique de olho nos indicadores de atividade e crédito do BC, além do IPC semanal da Fipe e a Sondagem da Indústria da FGV. A Nvidia também deve divulgar seus resultados, um termômetro importante para o setor de tecnologia.
- Quinta-feira (26/02): O IGP-M de fevereiro será divulgado, junto com as sondagens do comércio e de serviços da FGV.
- Sexta-feira (27/02): Além do IPCA-15 e Caged, a ANEEL define a bandeira tarifária de energia elétrica (impacta sua conta de luz!), e o Banco Central divulga dados do setor público consolidado.
A trajetória fiscal do Brasil continua sendo um debate central. Qualquer surpresa nesse campo pode mexer com os juros futuros e o câmbio, então é bom ficar de olho nas notícias políticas também!
Fique Por Dentro para Decisões Mais Inteligentes!
Pois bem, meus leitores, entender esses números é fundamental para tomar decisões mais inteligentes sobre suas finanças, investimentos e até mesmo sobre sua carreira. A economia é um organismo vivo e dinâmico, e cada indicador é uma peça desse quebra-cabeça que afeta a todos nós. Mantenha-se informado e esteja sempre um passo à frente! Qualquer coisa, conte com nós da Fale Cara.
Para aprofundar seus conhecimentos e entender como os grandes nomes pensam sobre dinheiro, recomendamos a leitura de Pai Rico, Pai Pobre - Edição de 20 Anos Atualizada e Ampliada, um clássico que transformou a visão de milhões de pessoas sobre finanças pessoais e investimentos.

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